Pedro Rego vence invicto o IV Open de Xadrez de Alte

Pedro Rego vence invicto o IV Open de Xadrez de Alte

Pedro Rego, da Associação de Xadrez A Torre, de Montemor-o-Novo, foi o grande vencedor do IV Open de Xadrez de Alte, ao terminar a prova invicto, com seis vitórias e apenas um empate. Em segundo lugar ficou João Guerra Costa, do Grupo Desportivo Dias Ferreira, de Matosinhos, e o pódio fechou com Nicholas Lanier, xadrezista que ostenta a bandeira dos Estados Unidos da América, radicado há vários anos no Algarve, que esta época representa o Loulé ++.

A prova, que integrou pela primeira vez o Circuito Nacional de Partidas Semi-Rápidas da Federação Portuguesa de Xadrez, contou com 46 inscritos em representação de 10 clubes das associações distritais do Porto (GD Dias Ferreira), Coimbra (Círculo de Xadrez de Montemor-o-Velho), Lisboa (Mata de Benfica, Estrelas S. João Brito), Setúbal (AXAT, FC Barreirense), Beja (CX Ferreira do Alentejo) e Faro (AXAL, ADC Faro, Loulé ++), reunindo xadrezistas de seis nacionalidades diferentes (além dos portugueses, dois brasileiros, três espanhóis, um estado-unidense, um francês e uma holandesa) que competiram pelo prize money global de € 700,00 que premiou os primeiros vinte classificados.

Alte, para muitos a mais típica aldeia do barrocal algarvio, recebeu assim mais de sessenta visitantes, entre jogadores e acompanhantes, alguns dos quais beneficiaram da oferta de alojamento disponibilizada pela Junta de Freguesia local, naquela que foi a competição mais participada no Algarve nas últimas temporadas.

A competição decorreu nas excelentes instalações da Escola Profissional de Alte e o almoço providenciado pela organização foi uma vez mais superiormente servido na acolhedora sede dos Aracnídeos Grupo Motard, em Monte Brito.

 

A cerimónia de entrega de prémios, patrocinada pela Câmara Municipal de Loulé, foi, como já vem sendo hábito, precedida por uma breve peça de teatro, e os prémios de participação incluíram produtos regionais, como as célebres laranjas algarvias. A equipa de arbitragem foi felicitada com medronho da Al-Gharb - Sabor a Sul.

Os vencedores de cada escalão receberam troféus cedidos pela autarquia e pelo IPdJ, e os três primeiros classificados receberam peças manufacturadas pelas artesãs Da Torre.

1.º Sub-10: André João, Academia de Xadrez do Algarve

1.º Sub-12: Artur Guia, sem clube (com Camila Avelino)

1.º Sub-14: Camila Avelino, Estrelas de S. João de Brito

1.º Local Sub-30: Remi Lima, Loulé ++

1.ª Feminina: Marta Leite, Círculo de Xadrez de Montemor-o-Velho

1.º Veterano: João Pacheco, Ass. Desportiva e Cultural de Faro (com Marta Leite)

3.º Classificado da geral: Nicolas Lanier, Loulé ++

2.º Classificado da geral: João Guerra Costa, Grupo Desportivo Dias Ferreira

Vencedor: Pedro Rego, Associação de Xadrez A Torre

E como já é tradição, o evento que também celebra o Dia Mundial do Xadrez que se comemora a 19 de Novembro - dia do nascimento do cubano Jose Raul Capablanca, campeão do mundo entre 1921 e 1927 - encerrou com castanhas assadas.

A prova mais antiga desde o ressurgimento do xadrez em Loulé, cuja primeira edição foi organizada pelo Núcleo de Xadrez da Associação Cultural de Alte em 2014, regressa para o ano para a quinta edição, e já há quem esteja à espera...

Nada há a temer! Já há quem esteja a tratar dos preparativos...

Até para o ano!

Cá nos encontraremos no primeiro fim de semana a seguir ao São Martinho, que também será o mais próximo do dia 19 de Novembro (Dia do Xadrez).

Obrigado por nos ajudarem a recuperar a tradição no Xeque-Mate na região em que o jogo, no longínquo século VIII, fez a sua entrada no território que agora é Portugal.

 

HISTÓRICO DO OPEN DE ALTE:

A primeira edição, em 2014, que foi simultaneamente o Campeonato Distrital Individual de Semi-Rápidas do Algarve, foi ganha por Tiago Pinho, actual xadrezista do Loulé ++, que à data representava o GDR Amigos de Urgezes.
Participaram 21 jogadores, todos residentes no Algarve. Classificação aqui.

Em 2015, ainda organizado pela AC Alte, o vencedor foi o MF Viktor Ulyanovskyy, em representação do FC Barreirense.
Participaram 23 xadrezistas, alguns dos quais visitantes, como a CMF Sara Monteiro, da ADRC Mata de Benfica, o MF Vasco Diogo, da AA Coimbra e o MN Carlos Carneiro, da AX Portugal. Mais informação aqui.

 

Em 2016, a prova foi novamente organizada pelo Amarildo Lima e seus pares, mas já sob a égide do Loulé ++.
O vencedor foi José Prata, do clube organizador, que se destacou entre os 23 participantes. A prova incluiu um almoço nos Aracnídeos Grupo Motard, uma peça de teatro alusiva ao xadrez, castanhas assadas e serviu para a primeira assembleia geral da Associação de Xadrez de Faro em anos, na qual a AXAL, a ADC Faro e o Loulé ++ elegeram Carlos Fantasia Sousa presidente da direcção para o mandato 2016-2020. Mais informação aqui.

 

2017 foi um ano de recordes: com 46 inscritos em representação de 10 clubes, o IV Open foi o torneio mais participado no Algarve pelo menos desde 2012, tendo a vitória sorrido a Pedro Rego, da A.XAT.

 

 

SABIAS QUE:

  • Há quatro xadrezistas que jogaram as quatro edições até agora disputadas do Open de Alte? (Amarildo Lima, Cláudia Monteiro, Françoise Lima e Tiago Pinho)
  • Há uma pessoa que participou nas quatro edições até agora disputadas do Open de Alte? (Carlos Fantasia Sousa foi o árbitro principal da 1.ª e da 4.ª edição, o árbitro adjunto da 2.ª e jogador na 3.ª)
  •  Há dez xadrezistas que jogaram três das quatro edições até agora disputadas do Open de Alte? (Jogaram a I, a II e a IV António Martins e João Pacheco; jogaram a II, a III e a IV Luís Botelho, José Prata, Marcos Dias e Paulo Xavier)
  • Os cinco clubes com a sede mais distante de Loulé que tiveram um jogador a participar no Open de Alte são: o GDR Amigos de Urgezes, de Guimarães (Cláudia Monteiro e Tiago Pinho na I edição); o Grupo Desportivo Dias Ferreira, de Matosinhos (João Guerra Costa, IV edição); a Associação Académica de Coimbra (MF Vasco Diogo, na II edição), o Círculo de Xadrez de Montemor-o-Novo (Marta Leite, IV edição) e a AX Portugal, de Mem Martins (MN Carlos Carneiro, II edição).

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